“A Queda da Torre vs. A Queda do Homem” @ festival Med 2016

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Reflexão final nº x sobre o tema: "A Torre de Babel", para o festival Med de 2016.

Título: "A Queda da Torre vs. A Queda do Homem"
Material: cartão, folha de ouro, espelho, linha de ponto cruz, pasta de moldar.
Dimensões: H74xW27

“A Queda da Torre v.s. A Queda do Homem”

Entre a “queda do homem” cuja presença em estado perpétuo de queda pratica a ligação entre o céu e a terra, e a “queda da torre”, há toda uma viagem repleta de transformações que se dá no Homem. Falo daquela que se inicia com a morte ou com um ressurgimento no sentido da evolução. Segue-se a temperança, que enquanto metáfora das transformações exige alguma sapiência, e a viagem completa-se no diabo, enquanto inimigo do mais alto “Eu” numa luta pelo poder no mundo material só ganha pela “queda da torre”, enquanto representação do orgulho dos Homens.

O ouro e o espelho representam todos nós com todas as nossas diferenças (heterogeneidade). O azul e o “homem em queda” representam as maiores fragilidades e arrogâncias da Humanidade (homogeneidade).



					

Tríptico Variações Poéticas – (2) Na Cama Com… o vazio da existência. (…) E os outros objectos inúteis. (2014)

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NA CAMA COM… O VAZIO DA EXISTÊNCIA. – (2)

Do tríptico Variações Poéticas e os outros objectos inúteis – (2)

“Na cama também de factura”; “E tu? já facturaste hoje?”; “Na cama com…”, etc. Sexo, cama, facturas, comprar, usar, o instantâneo do momento, a fugacidade de um olhar, etc. Um lençol sobre o qual todos nos deitamos, as contas para pagar, o exército do consumo, o anal e o vaginal. Um retrato catársico da sociedade. Tudo é informação, dados, encriptação; transação de produtos e serviços num consumo desesperado e desenfreado. Um elemento perdido que nada sabe nada sobre si. Apenas uma verdade absoluta tem o quotidiano; uma pergunta: Que instante violento é este, que se nos impõe como o instante presente?

Realizada em residência artística
Fábrica dos Sentidos, Faro, Nov. 2014.