NOVEMBRO LEMBRO-ME DE TI

 

PARTE I

O ziguezaguear da tua barba encerra o brilho dos teus lábios.

Fechados. Com que tu

Evocas ao mais alto dos Olímpos.

A ira de alguma vez me teres amado.

Todo o meu ser estremece.

Todo o meu ser estremece

Com e na vergonha que se reflete

Nas suaves dunas do teu olhar.

Negro. Fogo.

São lâminas que carregas e que com as quais me distancias.

É nas dunas torneadas do teu olhar onde me perco.

Nos teus lábios que me isolo.

Ao teu ouvido te sussurro

Na incerteza de te conhecer

Eu fujo.

Procuro o áspero sal para nele me esfregar.

Tudo em mim arde.

Bebo para aguentar

Mais uma noite neste estado.

Acordo.

Procuro obter respostas onde tenho medo de procurar.

 

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