Abril Urge a Esperança

I PARTE

a esperança que não acaba

a porta que dela não sai quem espero.

o caminho que sei onde vai dar, mas que não sei, onde nele parar.

espero por ti a surgir por entre as dunas a gritar: é aqui!

a porta sempre aberta, a janela fechada.

o fumo do teu cigarro que dela sai

não é o sinal suficiente para me indicar que é aqui, onde tenho que parar.

a mosca que se segue de outra não param de entrar

ficam.

rodopiando no ar.

 

a água que tapa os meus pés, demora a desaparecer.

dando-me algo para ler

contas-me a história das marés.

copias o actor principal até nas rugas que provocas,

quando sorris.

de olhos bem abertos, brilhas.

de boca entreaberta, é mais um bafo que se esfuma.

por entre as moscas que por ali continuam.

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